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Mensagem por Tatsuya em Sex Mar 16, 2012 6:43 am

-- Boa tarde Sra. Anderson.

-- Você? O que está fazendo aqui?

-- Acho que temos assuntos a tratar... Posso entrar?

Ao ouvir a voz de Esther, Ellen escondeu-se no banheiro da suíte deixando a porta entreaberta, uma vez que ouvir aquela conversa, era do interesse dela.

Esther entrou no quarto, enquanto Sandra a acompanhava com os olhos, avaliando-a em cada minúcia:

-- Não posso imaginar o que você quer conversar comigo, menina!

-- Notei que não aprovou a vida de Amy aqui, e como conheço pessoas como a senhora, achei justo comunicar que não vou permitir que mesmo sendo sua mãe, estrague a felicidade dela.

-- Mas que petulância! Você não pode se meter assim da vida de minha filha sua...

-- O quê?

-- Ora, menina... Você não tem nada o que fazer aqui... Por favor, retire-se!

-- Sra. Anderson, não pense que a senhora pode pisar em mim como fez com minha mãe...

-- Sua mãe? Do que você está falando?

- Minha mãe, que a senhora conheceu tão bem: Carmem Gonzalez.

Sandra Anderson pareceu ouvir um nome amaldiçoado. A cor sumiu de seu rosto, os olhos verdes arregalaram-se numa expressão de espanto. Com a voz trêmula, Sandra indagou:

-- Mas... Não sabia que você ainda estava viva... Depois do acidente... As informações que tive é que não houve sobreviventes...

-- Meu pai me tirou do carro, quando voltou para tentar salvar o tio Joseph, o carro explodiu e...

-- Wiliam morreu...

-- É... Assisti tudo... Não pude fazer nada... Caminhei pela estrada, fui resgatada por um padre de uma capela próxima, como não tinha mais ninguém para cuidar de mim, fiquei no orfanato que o mesmo padre administrava. Por muito tempo ninguém me procurou, só 5 anos depois meu avô Antonio me encontrou e me tirou do orfanato.

Sandra Anderson sentou-se com os olhos marejados, chocada com o que estava ouvindo. Olhou para Esther dessa vez com mais atenção e menos raiva, e comentou:

-- Olhando bem pra você... Não há como negar... Lembra muito sua mãe, mas seus olhos são iguais aos de Wiliam... Mas, por que você não procurou nossa família... Você tem direitos...

-- Não quero nada da sua família... Você e os Anderson já fizeram mal o suficiente para minha mãe e para mim também.

-- Esther... Eu... Não sei o que dizer, mas... Sua mãe também me fez muito mal... Apenas me defendi...

-- Sra. Anderson, não vai falar da minha mãe... Ela está morta! Agora sim não temos mais nada a dizer, já avisei, respeite as decisões de sua filha...

Esther saiu segurando o choro, não permitiria que Sandra Anderson a visse desabar. Esta, por sua vez, sentia suas carnes tremerem, tamanho o abalo por ter encontrado um pedaço do seu passado na filha de Carmem Gonzalez, filha a qual Sandra julgava ter morrido no acidente de carro no qual Wiliam e Joseph Anderson morreram há mais de dez anos.

Ellen ainda digeria o que acabara de ouvir, maquinando como aquela informação seria útil para seus planos. Saiu do banheiro encontrando Sandra atônita, trouxe-lhe um copo de água e perguntou:

-- A senhora está bem?

-- Sim... Só um pouco surpresa... Ellen, peço que espere um pouco para colocar em ação esse seu plano... Entrarei em contato, agora, por favor, me deixe sozinha.

Na mansão gama-tau, Amy subiu as escadas às pressas à procura de Esther, frustrou-se ao não encontrar sua amada em seu quarto. As outras irmãs de fraternidade foram as primeiras a ver seu presente, vibraram junto com Amy, que se impacientava por Esther não chegar logo. Passada quase uma hora, o coração de Amy acelerou ao ouvir o ronco da motocicleta de Esther se aproximar, e correu em direção a morena tão logo ela estacionou:

-- Minha linda, olha o que eu ganhei!

Esther sorriu amarelo sem conseguir disfarçar seu abalo, mas não podia contar o motivo para Amy, respondeu desanimada:

-- Que bom, linda, você merece...

-- Ah, vamos lá, estava te esperando pra dar uma volta comigo... Estrear meu carro novo, vamos?

-- Amy, desculpe-me, não estou me sentindo muito bem, vamos deixar pra outro dia?

-- Mas, Esther, estava só esperando você...

-- Desculpa, Amy...

A morena entrou na mansão sem olhar para trás, subiu direto para o seu estúdio, sentou em frente ao piano e uma canção triste, conhecida das veteranas soou pela casa.

Rachel reconhecia de longe aquela música, era uma composição de Esther para seus pais, logo deduziu que algo despertara as lembranças do seu passado trágico.

Amy perdeu toda empolgação com a frieza de Esther, já estava nas escadas, quando Laurel a chamou:

-- Amy... Quero estrear o seu presente, vamos lá...

-- Ah, irmã... Fica pra outro dia, vou ver o que Esther tem, ela estava estranha.

-- Uma dica: está ouvindo essa música?

-- Sim... Vem do estúdio, deve ser Esther tocando... Vou subir.

-- Amy, a Esther sempre toca quando quer ficar sozinha; essa música, ela fez para seus pais.

-- E o que tem de triste nisso?

-- Amy... Você não sabe? Esther perdeu os pais ainda criança, primeiro a mãe, de a um câncer, depois seu pai em um acidente.

-- Bom... Sabia que ela havia perdido o pai, já que o barco é herança dele... Mas não sabia que havia sido tragicamente assim... Nossa, não sei quase nada dela... E estou assim, tão apaixonada...

O rosto de Lauren parecia encher-se de tristeza ao ouvir isso da loirinha, e retrucou:

-- Apaixonada? Mas... Pensei que fosse tudo apenas uma provocação...

-- No começo sim, Laurel... Mas agora... Até enfrentei minha mãe, e revelei que estou apaixonada por Esther.

A ruiva tentou disfarçar, mas a decepção no seu rosto era evidente. Pediu licença a Amy reiterando o conselho de deixar Esther sozinha, e saiu da mansão caminhando sem destino pelas ruas das fraternidades. Uma cena chamou-lhe a atenção: Ellen conversando intimamente com uma das meninas da fraternidade, uma das muitas que Esther já teve caso... A cena era incomum uma vez que para ambas estarem conversando fora da mansão, deveria ser mesmo algo muito secreto que nem as irmãs de fraternidade poderiam desconfiar.
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