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Capítulo 34 [+18]

Mensagem por Tatsuya em Qua Mar 21, 2012 6:39 am

Antes de o sol nascer, Esther chegou à mansão Gama-Tau. Ao abrir a porta se deparou com Amy dormindo no sofá da sala, com telefone celular na mão. Comoveu-se profundamente ao ver aquilo, e se aproximou da loirinha com todo carinho e beijou-lhe a face, despertando-a do sono:

-- Esther! Onde você estava? Liguei pra você a noite toda, não me atendeu, não me deu uma notícia eu estava preocupada! Não ouvi sua moto...

-- Calma, Amy, está tudo bem...

Amy levantou-se e viu pela janela o Mercedes estacionado, e mais acordada com o sol já surgindo, viu os hematomas no pescoço de Esther, os seus lábios com marcas de mordidas. Retrucou tomada de ciúme:

-- De quem é esse carro, Esther Gonzalez? E essas marcas? Quem era a vadia que você passou a noite?

Os olhos doces de Amy transformaram-se em poços de raiva, faiscavam olhando para Esther, que já estava exausta pela noite de humilhação e tortura física e psicológica que tivera. Não teve energia para discutir com Amy, o que ela desejava era o colo da loirinha, mas naquela situação isso era totalmente impossível, e o pior de tudo: não poderia dizer nada para se defender, afinal, não tinha defesa para aquilo. Respirou fundo e disse:

-- Amy... Estou cansada, melhor conversarmos depois, vou subir.

-- Como assim, Esther? Você chega nesse estado, essa hora, depois de me tratar com grosseria quando ofereci ajuda, não me dá nenhuma explicação depois de passar a noite sem atender meus telefonemas e diz simplesmente isso?

Nessa altura o tom de voz da loirinha já era exaltado, desgastando ainda mais Esther e acordando as meninas do primeiro andar da casa. Lindsay, uma das novatas, teve a sensatez de chamar Rachel ao perceber o rumo da discussão do casal.

-- Esther, você me deve explicações!

-- Amy... Por favor... Não quero ser grossa com você, me deixa subir, descansar, depois conversamos...

-- Não! Quero ouvir, agora!

-- Você quer saber? Então, ótimo, você pediu... Eu dei... Dei meu corpo em troca da liberdade de meu avô, estou sim toda machucada, porque enquanto você tem dinheiro, influência e ganha carro de presente, eu só tenho esse corpo pra conseguir o que quero... Então, menininha mimada, me poupe desse ataquezinho de ciúme...

Nesse momento, Amy ficou estática, não sabia sequer o que perguntar primeiro, ou se ao menos queria perguntar algo, temia as respostas. Providencialmente Rachel chegou e levou Esther para seu quarto. Ellen já estava descendo as escadas e ouviu a declaração da presidente da fraternidade, foi em direção a Amy e disse baixinho:

-- Venha, Amy, você precisa descansar; vou te acompanhar até seu quarto.

Amy foi levada por Ellen sem questionar, parecia anestesiada, não esboçou nenhuma reação, mas as lágrimas correram fáceis. No seu quarto, Ellen aproveitou-se da vulnerabilidade da loirinha, e o fato de estar a sós com ela, e deitou-a no seu colo, permaneceu ali acariciando seus cabelos, sem nada dizer por algum tempo até enfim comentar:

-- Não ligue para esses chiliques da Esther, ela é assim mesmo, Amy... Sempre teve umas saídas misteriosas, não se apega a ninguém. Não crie expectativas com ela, Esther usa e depois descarta, sempre foi assim. Aqui mesmo na fraternidade, você acha que foi a única que se encantou com ela? Que foi a única que foi pra cama com ela?

Amy levantou a cabeça e olhou indignada para Ellen:

-- Você não conhece a Esther... Obrigada pela atenção, mas me deixa sozinha, por favor, Ellen.

-- Mas Amy...
-- Ellen, por favor...

A veterana então saiu do quarto de Amy insatisfeita por a loirinha não ter se rendido ao veneno dela contra Esther. Ao abrir a porta deu de cara com Laurel ainda de pijama à procura de Amy. A discussão do casal virou fofoca pela mansão, a ruiva logo se preocupou com a amiga.

-- Amy? Posso entrar?

-- Sim, Laurel.

-- Posso ajudar? Ouvi alguns boatos pela casa, quer conversar?

-- Laurel, nem sei o que dizer... Estou tão perdida... Magoada...

A loirinha caiu no pranto, Laurel impulsivamente correu para abraçá-la e tentar acalmá-la. Ouviu a versão inteira dos fatos por Amy, e foi bem mais compassiva com Esther. Apesar de não conhecer o teor de sua relação com a suposta mulher misteriosa, sabia que tinha algo de muito estranho nisso.

-- Amy, me escute... Entendo sua mágoa, e o porquê você exigir explicações de Esther... Mas acredite, ela nunca se permitiu um relacionamento como está tendo com você, sempre foi conhecida por ficar com muitas meninas. Mas desde que você entrou aqui, isso mudou... Esther de fato é muito misteriosa, para toda a fraternidade, mas acredito no sentimento dela por você.

-- Laurel, como posso acreditar nesse sentimento, se eu não sei de nada da vida dela? Você não viu o estado que ela estava, cheia de chupões, mordidas... Eu amo aquele corpo... Me dói imaginar alguém usando-o em troca de favores... Ainda mais quando eu ofereci ajuda sem nada em troca, ela não precisava se submeter a isso!

Laurel segurou a mão de Amy e disse mansamente:

-- Amy... Se você a ama de fato, terá que descobrir uma forma da Esther confiar em você. Não será tarefa fácil... E um conselho que te dou mais uma vez, cuidado com a Ellen... Ela sim, não merece nenhuma confiança.

No quarto de Esther, Rachel preparou a banheira e ajudou a amiga no banho. Separou algumas ervas e unguentos que o avô da morena preparava para machucados. Doeu ver a amiga naquele estado. As pernas sempre tão vistosas estavam marcadas pelas chicoteadas. As marcas das algemas nos pulsos de Esther estavam arroxeadas, mas o que mais doía, era ver nos olhos claros da morena, a escuridão. Esther chorava em silêncio, enquanto Rachel ia derramando os preparados pelo seu corpo submerso na banheira.

Já na sua cama, envolta apenas numa camiseta leve, Rachel indagou:

-- Esther, você quer me dizer algo?

-- Rachel... Meu avô foi preso pela imigração, tive que... Apelar pra Michelle... Certamente foi ela a responsável pela prisão dele... Me usou de todas as formas, ela e três amigas... Rachel...ela é tão cruel... Saí fugida de lá, ela escondeu as chaves da moto... E quando chego aqui encontro Amy tão linda me esperando... Foi um bálsamo, sabe? Aí ela me cobra explicações, tem uma crise de ciúmes... Não aguentei.

-- Esther... Amy nem podia sonhar o que aconteceu com você, ela passou a noite toda esperando, te ligando, preocupada com você, com seu avô... Desci várias vezes a noite e ela estava lá andando de um lado pro outro, eu mesma te liguei deduzindo que você estava com Michelle, enfim... Ela está apaixonada, Esther, você conseguiu o que queria... Então, crise de ciúmes e preocupação com quem a gente ama é perfeitamente normal... Você deve entendê-la.

Esther calou-se e ficou pensativa acerca das coisas que acabara de ouvir da amiga. Deitou-se e deixou o esgotamento dar lugar ao sono, e a ele se entregou. O mesmo aconteceu a Amy.


Melissa Monteiro
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