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Capítulo 35 [+18]

Mensagem por Tatsuya em Seg Mar 26, 2012 7:36 am

O dia se passou nem Amy ou Esther saíram do quarto, sequer para comer. O início da noite de domingo fora marcado pela visita à mansão Gama-Tau da Sra. Anderson, que dessa vez não foi à procura da filha, mas sim, de Esther.

Nicole achou mais sensato avisar a Rachel sobre a solicitação da Sra. Anderson, a veterana então, pediu que Sandra aguardasse na biblioteca, enquanto ela chamaria Esther.

A morena logicamente estranhou a presença da mãe de Amy ali à sua procura, vestiu-se rapidamente, e desceu ao encontro de Sandra Anderson.

-- Não esperava revê-la tão cedo, Sra. Anderson, depois de nossa conversa de ontem...

-- Nossa conversa de ontem me trouxe muitas recordações, Esther, e levantou uma série de dúvidas, as quais, preciso esclarecer com você. Na verdade, não voltei ontem para New York porque não podia ir sem antes conversar com você.

-- Não sei se sou a pessoa certa a esclarecer suas dúvidas... Mas confesso que estou curiosa.

-- Esther, notei uma grande mágoa nos seus olhos quando você se referiu a mim, fazendo alusão ao meu passado com sua mãe...

-- Eu era criança, Sra. Anderson, mas me lembro perfeitamente das conversas que ouvi entre meu avô e minha mãe... Via o sofrimento nos olhos dela quando falava de Sandra... Testemunhei minha mãe definhar, e ainda assim, chamava seu nome, pra revolta de meu avô, que não entendia como ela ainda poderia chamar alguém que tanto a fez sofrer.

Nesse momento, toda altivez aparente de Sandra Anderson caiu por terra, seus olhos encheram-se de lágrimas, a expressão de seu rosto era de uma dor profunda, enquanto Esther continuou falando:

-- Prometi a minha mãe, momentos antes de sua morte, que me vingaria dessa mulher que provocou tamanho sofrimento a ela. Nem sabia ao certo o que era vingança, mas conheci desde cedo o sentimento de ódio... Fui crescendo acompanhando sua vida pelas colunas sociais, o pouco tempo que convivi com meu pai, serviu para que colhesse mais informações a seu respeito...

Os olhos marejados de Esther estavam carregados de uma raiva que feria Sandra, o alvo de sua vingança construída ao longo de sua vida estava ali, à sua frente, fragilizada, e isso só motivava mais a morena a descarregar tudo que estava guardado há tanto tempo.

Entretanto, Sandra Anderson constatou que tinha mesmo muito que esclarecer com a filha de Carmem Gonzalez, e precisava fazê-lo para evitar que aquela situação tomasse proporções inimagináveis até então para ela.

-- Esther, acho que tenho ao menos o direito de me defender. Seu jeito justiceiro não permite ao menos ouvir minha versão dos fatos?

-- Nada vai mudar minha opinião e meus planos contra você... Mas realmente estou curiosa, fale, estou escutando.

A morena então se sentou em uma poltrona a certa distância de Sandra Anderson, e a encarou sem qualquer timidez. Sandra, por sua vez, enxugou suas lágrimas, e num tom calmo e triste iniciou a narrativa dos fatos:

-- Amava sua mãe, Esther... Carmem era a mulher mais linda que já vi em toda minha vida... Você lembra muito ela, chego a me emocionar quando olho para você... Nos conhecemos nessa mesma universidade, eu já era veterana quando Carmem entrou, e nessas tarefas loucas de recrutamento da Gama-Tau, ela teria que me seduzir e me atrair a um ritual secreto na noite de iniciação... Ela era astuta, e muito sensual, também... Dominava como ninguém essa arte... Você imagina praquela época o que era uma mulher seduzir outra... Nunca havia tido qualquer experiência com mulheres, era noiva de seu pai na época, mesmo assim, não fiquei imune à presença de Carmem quando a vi pela primeira vez, entrando no bar que havia aqui perto de Prescott.

Esther escutava atentamente, seu rosto já não tinha a dureza demonstrada minutos atrás, o carinho com o qual Sandra Anderson narrava àquela história era honesto, e isso a morena podia sentir. Sandra por sua vez, parecia viajar no tempo enquanto contava com riqueza de detalhes aquela fase de sua vida.

-- Carmem estava linda: cabelos soltos, vestido com florais que denunciava logo suas raízes latinas... Chamou a atenção de todos, que se perguntavam o que aquela novata fazia ali sozinha. Alguns olhavam com desdém, as moças especialmente, numa atitude de inveja tamanha era a sensação que ela causou no bar. Nossos olhares se cruzaram e senti meu coração palpitar como nunca... Passei o resto da noite prestando atenção em cada passo de Carmem, que não se intimidava com os olhares direcionados a ela. Pediu uma cerveja no balcão do bar, e se juntou a alguns rapazes que jogavam bilhar. Nossa... Para as mulheres daquela época, uma mulher sozinha, bebendo cerveja, jogando bilhar com os homens era quase que um escândalo... Mas isso me atraiu ainda mais a ela.

-- E então, o que houve?

-- Naquela noite, aconteceu algo que mudou minha vida. Estava no banheiro do bar quando Carmem entrou. Não consegui parar de olhar para ela ajeitando seus cabelos cacheados na frente do espelho, me olhando através dele. Eu ficava tímida quando notava meu olhar, mas ela parecia me hipnotizar... Carmem virou-se e ficou de frente para mim, encarou meus olhos e boca com um desejo que inexplicavelmente me incendiava por dentro, nunca olhei para nenhuma mulher com malícia ou desejo... Ela então segurou minha cintura e me empurrou para uma das cabines do banheiro e beijou minha boca com uma voracidade que me deixou sem forças. Em seguida, sorriu e me deixou ali, sem nada dizer. Eu não consegui dizer nada também, quando saí do banheiro e a procurei pelo bar, não a encontrei mais, para minha decepção.

-- Nossa... Acho que tive a quem puxar... -- Esther disse descontraída, encantada por ouvir histórias sobre sua mãe.

-- Nos dias que se seguiram, encontrei Carmem várias vezes pelo campus, e a presença dela sempre me deixava nervosa, na verdade, excitada -- sorriu sem graça.

-- Mas e aí? Ela cumpriu a tarefa?

-- Carmem conduziu tudo como quis, me deixou de fato nas mãos dela. Eu não pensava em mais nada além daquele beijo, as meninas da minha fraternidade percebiam que eu estava aérea, e que me desconcertava na presença da latina. Na noite da iniciação, Carmem me procurou na casa da Beta-Lo, depois ela me confessou que me seguira várias vezes para descobrir meus hábitos entre outras coisas... Atirou pedras na janela do meu quarto, ao vê-la no jardim da casa desci imediatamente. Ela abriu um sorriso que me desfez... Pediu que a acompanhasse a um lugar especial... Iria a qualquer lugar com ela, e fui, daquela noite, lembro-me muito pouco... Exceto de ter trocado beijos ardentes com Carmem que me encostou em uma árvore numa parte escondida do campus, as mãos dela eram quentes, e meu corpo estava em brasas... Depois me lembro apenas de ter sido levada por pessoas encapuzadas e acordei no jardim do campus com o sol na minha cara... Não lembro até hoje de nada.

-- É... Posso imaginar... Mas depois disso, vocês se encontraram de novo quando? Como foi depois?

-- Calma, Esther... Claro que nos encontramos... Nos apaixonamos, todo tempo que podíamos, estávamos juntas. Carmem descobriu uma cabana aqui mesmo no campus, que ficava perto de uma estufa. Ela arrumou-a inteira, era nosso cantinho secreto, ali tivemos momentos incríveis, trocamos juras de amor, traçamos planos... Eu enfrentaria o mundo pra ficar com Carmem para sempre...

-- E o que mudou? Não posso acreditar em você! Como você a amava tanto e fez o que fez com ela?

-- Esther, sua mãe me traiu!

-- Mentira! Você foi covarde e a abandonou sozinha! Minha mãe foi humilhada nesse campus, foi obrigada a largar a universidade por não suportar, e você a abandonou!

-- Não, Esther, eu não a abandonei... Pelo contrário, rompi com minha família. Quando descobriram meu romance com Carmem ameaçaram me deserdar. Wiliam, seu pai, ficou revoltado comigo, e enfrentei tudo por ela... Aluguei um apartamento para nós fora do campus já que éramos de fraternidades diferentes. Enquanto a esperava em nosso apartamento, Carmem estava na cama com seu pai, meu noivo... Você é fruto da traição de Carmem!

Nesse momento o tom da voz embargada de Sandra se elevou, a mágoa tornou-se evidente, deixando Esther confusa, mas a morena insistia na versão dos fatos da mãe:

-- Mentirosa! Minha mãe está morta e não pode se defender dessas acusações, como você pode mentir assim?

-- Esther, essa é a verdade... Tenho testemunhas disso. Tínhamos amigas que você pode inclusive procurar se quiser confirmar essa história... Uma dessas amigas foi quem ajudou Wiliam a te encontrar, passamos muito tempo procurando por Carmem depois que ela foi embora. Seu pai descobriu sua existência e junto com o Tio Joseph localizou você e seu avô, que voltara para o México depois da morte de sua mãe...

-- Minha mãe não era uma traidora! Ela só ficou com meu pai quando você a abandonou... Você disse as suas irmãs de fraternidade que ela era uma anormal que te assediava... Ela ouviu sua melhor amiga dizer isso, sua mentirosa covarde!

-- O quê? Nunca disse isso! Nunca diria isso! Amava a Carmem, estava disposta a tudo para vivermos nosso amor, não sei se por ambição, ou sei lá o quê, ela dormiu com Wiliam, no quarto dele na fraternidade. Eu vi, Esther!

No lado de fora da porta da biblioteca, Rachel cuidava para que ninguém se aproximasse dali, especialmente Amy, que até então não descera do quarto desde a manhã. Um silêncio quebrado apenas por alguns soluços se instalou entre Esther e Sandra, ambas estavam profundamente abaladas com aquelas revelações. Estava claro para as duas que o passado de Carmem e Sandra tinha lacunas a serem preenchidas. Esther precisava averiguar informações, Sandra tinha que remexer nesse passado doloroso.

-- Esther, não sei o que você fará com essas informações que revelei nessa conversa, não posso te obrigar a acreditar em mim, mas se você quiser investigar isso... Aqui estão meus telefones... Me procure quando quiser.

Sandra saiu da mansão de cabeça baixa, sem cumprimentar ninguém, a caminho do carro, viu um rosto conhecido descendo de uma limusine. Tão conhecido, a ponto de tirá-la daquele estado de transtorno do qual se encontrava:

-- Michelle?


Melissa Monteiro
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