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Mensagem por Tatsuya em Sex Abr 27, 2012 6:58 am

Escolheram o restaurante do próprio hotel onde estavam hospedados, hotel de luxo perto da praia. Peter, muito simpático, tentava disfarçar a emoção de estar diante da sobrinha que julgava morta, enquanto Sandra se esforçava em deixá-la à vontade, uma vez que Esther não falou uma só palavra durante todo o percurso, visivelmente abalada com o encontro. Amy também se preocupava em acalmar sua namorada, segurando sua mão gelada sob a toalha da mesa. Peter não se conteve e puxou assunto com sua sobrinha.

-- Então, Esther, diga-me, quais são seus planos quando concluir sua faculdade? Aliás, o que você faz em Prescott?

Muito tímida, como não era típico da morena, Esther respondeu em voz baixa:

-- Faço relações exteriores, mas também estudo música, a segunda é minha paixão, a primeira é um apelo interior que tenho.

-- Apelo?

-- Sim. Acho que é minha obrigação moral lutar contra a política de imigração desse país.

-- De fato é um pouco rígida, mas às vezes rigidez é necessário para manter a ordem.

-- Nesse caso, hipocrisia. Grande parte dos trabalhadores desse país é de imigrantes que são obrigados a viverem como criminosos para ter o direito de sobreviver do seu trabalho.

-- Algum motivo especial para você defender assim os imigrantes?

- Sim, Sr. Anderson. Sou imigrante, mas felizmente meus pais eram americanos por isso tenho cidadania americana. Mas meus pais morreram, meu avô veio cuidar de mim e é ilegal no país.

-- Mas isso é muito fácil de resolver, me diga o nome dele, que em um telefonema resolvo isso.

Peter Anderson disse isso retirando do seu terno um palm a fim de anotar o nome do avô de Esther, o que a deixou indignada.

-- Não quero resolver o meu problema pessoal burlando o sistema, quero lutar por um sistema mais justo, senhor.

Peter percebeu então o tamanho da gafe que cometera exibindo assim sua influência ultrapassando os conceitos de Esther sobre justiça. Ficou profundamente desconcertado diante da lição de moral que recebera da sobrinha, percebendo isso Amy interferiu:

-- Esther, meu pai está oferecendo ajuda, não custa nada para ele...

-- Amy, por favor... Já conversamos sobre isso -- Esther falou fuzilando a loirinha com o olhar.

Com o objetivo de minimizar o constrangimento que se instalara Sandra interveio.

-- Esther sabe o que faz, ela deve ter seus motivos para recusar a nossa oferta, mas sabe que se precisar pode contar conosco, não é Esther?

A morena apenas balançou a cabeça positivamente, bebendo um gole de vinho. Durante o resto do jantar, Peter não desistiu de saber mais da sobrinha, fazendo-lhe perguntas sobre sua vida, suas preferências. Amy, apesar de estranhar o comportamento do pai, estava adorando a receptividade dele com sua namorada, acreditou que verdadeiramente Esther agradava Peter, assim aceitaria o namoro delas. Sandra, por sua vez, apesar de tentar disfarçar, estava tensa. Esther parecia-se muito com Carmem e assim era fácil notar que ela não estava nenhum pouco à vontade com a sabatina que Peter estava inocentemente submetendo a moça. Antes que o jantar chegasse, Esther pediu licença e foi ao banheiro, sendo seguida por Sandra. No banheiro, a iniciativa foi da morena.

-- Preciso conversar com a senhora.

-- Eu também preciso falar com você, Esther.

-- Encontre-me no barco Ñina, está ancorado no cais a poucos metros dessa praia, amanhã, às 9 horas.

-- Estarei lá.

De volta à mansão Gama-Tau, Amy ainda estava empolgada com a visita dos pais, especialmente pela simpatia que seu pai demonstrara à Esther. A morena, por sua vez, recuperada da emoção de conhecer seu tio, estava ansiosa pela conversa que teria com Sandra. Amy subiu com a namorada para seu quarto, insistindo no assunto abordado no jantar.

-- Meu amor, aceite a ajuda de meu pai, assim você fica livre dessa mulher que te atormenta...

-- Não acredito! Isso de novo Amy? Você está parecendo um disco arranhado, voltando sempre pra esse mesmo assunto! Já disse que não quero nada de sua família, já tomei minhas providências. Rebeca vai me ajudar.

-- Sabe o que não entendo? Você prefere continuar se submetendo a essa mulher a aceitar a ajuda de meu pai, você deve gostar de ir pra cama com ela...

-- Madre de Dios! Não acredito que você está dizendo isso! Acaso acha que sou masoquista?

-- O que você pensaria no meu lugar?

-- Pensaria que não quero ter nada interferindo no nosso namoro, que eu poderia estar protegendo nosso namoro de novas chantagens, já que sua mãe não quer que fiquemos juntas ela pode usar isso para me afastar de você.

-- Você está louca! Meus pais nunca fariam isso!

-- Quer saber, Amy? Estou cansada desse assunto, quero descansar, se você vai ficar falando disso a noite toda, melhor você descer pro seu quarto.

-- Você é uma grossa! Não merece a atenção que te dou, nem a que meu pai te deu.

-- Ah ótimo... É isso que você acha? Que vocês são tão superiores a mim?

-- Eu não disse isso, não deturpe minhas palavras!

-- Amy... Boa noite!

Esther entrou no banheiro e bateu a porta, Amy saiu do quarto, furiosa. Apesar da aparência meiga, tinha um gênio difícil quando contrariada. Na manhã seguinte, Amy esperava Esther para seguir com ela e Rachel para a universidade, como fora combinado. Foi surpreendida por Laurel e Rachel, chamando-a, avisando-lhe que Esther não iria pela manhã para as aulas.

A primeira coisa que veio à cabeça da loirinha foi que sua namorada estava nas garras de Michelle, por isso faltaria aula. O pensamento foi suficiente para tornar seu humor o pior entre as meninas Gama. Rachel até tentou convencê-la que Esther estava tratando de assuntos da fraternidade, mas tal afirmação foi inútil, Amy tinha certeza do paradeiro de sua namorada.
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