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Mensagem por Tatsuya em Qua Maio 23, 2012 6:55 am

Na delegacia, Charlie protelou qualquer fala até a chegada de seu advogado. Na verdade uma advogada, famosa na cidade: Susan Clark, que ao se apresentar já perguntou aos agentes:

-- Qual o motivo de meu cliente ter sido intimado?

Tendo em vista a fama da Dra. Clark, os agentes foram atenciosos ao descrever o surgimento de novos fatos que reabriram a investigação do acidente e de como chegaram até Charles. Susan então se sentou ao lado de seu cliente e autorizou que ele respondesse às perguntas feitas pelos agentes. À maioria das perguntas, Charles respondia apenas com um “não lembro”, em outras respondia vagamente.

-- Que carga o senhor transportava na ocasião?

-- Não lembro.

-- Era comum não informar na empresa o tipo de carga que era transportada pelos caminhões da frota?

-- Não, senhor.

-- E por que não há registro sobre essa carga, nessa viagem ao Tenessee?

-- Não lembro senhor, algum dado pode ter sido perdido nos registros da empresa, faz tanto tempo...

-- O senhor fazia muitas viagens ao estado do Tenessee?

-- Sim.

-- Então o senhor conhecia bem aquela rodovia?

-- Sim.

-- Conhecendo bem a rodovia, o senhor sabia, portanto, que trafegar na contramão naquela estrada era um alto risco?

-- Sim, senhor.

-- Por que então o senhor dirigiu perigosamente naquela ocasião?

-- Não lembro ter dirigido na contramão.

-- Então o senhor não viu o acidente na estrada naquele dia?

-- Não senhor.

-- Os registros da polícia rodoviária da época, constatam que os policiais foram avisados por um motorista da Roberts Transportadora, acerca do acidente no km 345, e segundo os registros empresa, não havia outro caminhão da frota na época nessa parte do país. Foi o senhor que avisou sobre o acidente?

-- Sim, senhor.

-- Mas se o senhor não viu o acidente, como então foi o primeiro a relatá-lo aos policiais rodoviários?

Nesse momento, Charles ficou ainda mais nervoso, gaguejava e dizia coisas desconexas, até a Dra. Clark intervir:

-- Os senhores estão deixando meu cliente confuso e mais nervoso. Creio que ele já deu os esclarecimentos necessários.

-- Ora, Dra. Clark, quem deve saber se tudo já foi esclarecido somos nós, e ainda temos perguntas a fazer.

-- Sejam rápidos -- falou secamente Susan.

Os agentes prosseguiram.

-- Consta no departamento pessoal da Roberts que após o acidente o senhor solicitou uma licença, e quando retornou às atividades, passou de motorista à segurança pessoal da Sra. Roberts, por quê?

-- Sofri um deslocamento de retina, fui proibido pelo médico de trabalhar como motorista, como havia essa vaga, pedi que me transferissem.

-- Não foi a Sra. Roberts que solicitou isso?

-- Não, senhor.

-- O senhor já conhecia a Sra. Roberts antes de trabalhar como segurança particular dela?

-- Não, senhor.

-- Normalmente qual o serviço do senhor como segurança particular dela?

-- Acompanho-a em suas saídas, carrego compras, e a pedido dela faço alguns serviços como entrega de correspondências privativas...

-- O senhor também dirige para ela?

-- Sim, quase sempre.

-- Então não há mais problemas com sua retina atualmente? O médico já liberou o senhor para dirigir?

Mais uma vez Charles ficou nervoso, o que fez Susan se exaltar:

-- Senhores, se vão fazer alguma queixa formal contra meu cliente o façam, mas se não há nada contra meu cliente aqui, peço licença, meu cliente está visivelmente abalado com essa pressão, as declarações estão encerradas.

Não havendo nada mais para deter Charles ali, os agentes o dispensaram, advertindo que ele não poderia deixar a cidade nos próximos dias.

Na mansão Gama-Tau, Ellen recebeu uma inesperada visita.

-- Srta. Parker, eu sou o policial Robinson, somos do policiamento do campus e estou auxiliando nas investigações do assassinato de Virginia Bergman, e fomos informados por pessoas próximas a ela, que no dia anterior à sua morte, a Srta. Bergman foi vista conversando com a senhorita nos arredores da fraternidade que ela residia. A senhorita poderia nos informar o que conversaram?

-- Sim, Virginia era minha colega de sala em História da Arte, falávamos sobre matérias da disciplina.

-- A Srta. Bergman apresentou algum comportamento estranho?

-- Não, senhor.

-- Comentou algo sobre ter conhecido alguém, ou estar indo encontrar-se com alguém?

-- Não senhor. Não éramos íntimas, só falávamos sobre assuntos acadêmicos. Ela não comentaria comigo esse tipo de coisa.

-- Entendo. A senhora poderia nos fornecer um pouco de sua saliva para alguns testes?

-- Minha saliva? Mas pra quê? Já disse o que sabia!

-- Calma, senhorita, é rotina em todos os depoimentos que estamos colhendo das pessoas que tiveram contato com Virginia Bergman horas antes de sua morte, colher também essa amostra.

-- Mas eu não quero fornecer minha saliva pra nada!

-- Senhorita, podemos entender que com isso você não está colaborando com as investigações, isso é obstrução da justiça.

Nesse momento Rebeca se apresentou como responsável pela fraternidade, pediu explicações ao policial e foi taxativa com a garota.

-- Ellen, é nossa obrigação colaborar com a polícia nessa investigação, vamos, faça o que o policial Robinson está pedindo.

Demonstrando contrariedade, Ellen permitiu que o policial passasse o swab na parte interna de sua bochecha, fornecendo assim a amostra de DNA necessária.

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