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Capítulo 37 [+18]

Mensagem por Tatsuya em Seg Abr 02, 2012 6:30 am

Amy permaneceu ali abraçada a Esther durante o resto da noite. Dormiram experimentando a paz que inexplicavelmente surgia quando estavam juntas. Mesmo com todos as dúvidas e mágoas que Esther tinha, a morena sentia-se refeita nos braços de Amy. E esta ignorava todas as interrogações acerca da misteriosa vida de Esther, contentava-se naquele momento em apenas estar ao seu lado.

No dia seguinte, Esther acordou primeiro. Ficou ali perdida em seu encantamento observando Amy dormir tranquila. Uma avalanche de pensamentos a invadiu: sua vingança, a conversa com Sandra Anderson, seu jugo diante de Michelle, e principalmente, o sentimento que nutria por Amy.

Tão logo Amy despertou, Esther beijou-lhe demoradamente, surpreendendo a loirinha que sorriu numa expressão de felicidade pura.

-- Nossa... acordar assim é a melhor forma de todas... bom dia meu amor.

-- Bom dia linda... dormi tão bem nos seus braços.

-- Eu também... pena que temos aula daqui a pouco, se não ficaria o dia inteiro aqui abraçada com você.

-- Mas temos que dar exemplo... toma banho comigo?

Amy saltou da cama e saiu puxando Esther para o banheiro entre pequenos beijos nos lábios e bochechas. Não tiveram pressa. Esther parecia sentir vergonha de seu corpo marcado. Amy, entretanto, fingiu ignorar aqueles machucados cobrindo a morena de carinho.

Na medida em que as carícias se tornavam mais quentes, Amy tentou tocar Esther, que instintivamente fez expressão de dor, ainda ferida pelo sadismo de Michelle há dois dias. Percebendo isso, Amy tratou de abraçá-la ternamente e beijá-la com toda delicadeza, comovendo Esther.

Enquanto arrumavam-se para tomar café juntas, Esther disse:

-- Amy eu sei que você merece algumas explicações, e eu quero te contar o que houve naquela noite... almoça comigo? Assim podemos conversar com calma.

-- Ai linda, tenho reunião do grupo de estudo no almoço. Podemos jantar juntas, o que acha?

-- Claro, tudo bem...

Durante todo o dia, mesmo separadas em classes diferentes na universidade, Amy e Esther permaneciam unidas: trocavam mensagens de texto apaixonadas pelo celular. A loirinha sentia apreensão e alívio por Esther querer revelar o que a deixara naquele estado na noite de sábado. Esther por outro lado, se perguntava o que fazer com as informações obtidas de Sandra. Procurou então seu avô no horário de almoço. Trocaram um abraço demorado. O amor do Sr. Antônio pela neta era tocante.

Tratava-se de um mexicano típico, alguns o chamavam de bruxo, mas na verdade Antônio Gonzalez era um curandeiro em sua vila natal, na cidade de Puerto Valverde. Homem generoso, simples e honesto, que só se aventurou a viver como imigrante ilegal no EUA para cuidar de sua única neta, quando esta perdeu seu pai em um acidente.

Compartilhava com ela uma grande mágoa por Sandra Anderson, uma vez que também testemunhou de perto o sofrimento da filha, que desde criança morava com a mãe americana no Texas.

Carmem perdeu a mãe antes de entrar na universidade, apesar de não morar com o pai, tinha uma relação muito afetuosa e de confiança com ele. Antonio Gonzalez e Elizabeth Newman se conheceram no México, onde a americana estava a trabalho, se apaixonaram e dessa paixão nasceu Carmem. Antonio não queria deixar sua vila, assim passou grande parte de sua vida distante fisicamente da filha, mas nunca espiritualmente.

O Sr. Antonio conhecia a neta como ninguém, notou a confusão que se instalara na alma de Esther e antes que a morena falasse qualquer coisa, se adiantou:

-- Quero saber de tudo minha ñina... o que aflige seu coração e nubla esses olhos?

-- Mi abuelo... -- Esther falou com a voz embargada.

-- Mi chica, fala-me tudo, enquanto lhe preparo um chá. Vai te ajudar a ver o melhor caminho, tenho certeza...

Esther sentou-se na cozinha e começou a desabafar com seu avô tudo que Sandra lhe revelara no dia anterior. Sr. Antonio escutava atentamente, até intervir.

-- Querida, me diga o que você viu nos olhos dessa mulher?

-- Vi pesar, vi mágoa... não tenho certeza abuelo, mas, em alguns momentos vi amor quando ela falava de mamacita.

-- Se você já consegue enxergar amor, mi chica, é sinal que ele já tem espaço no teu coração, e isso me alegra muito...

-- Não vim aqui para falar disso abuelo...

-- Não precisa falar, está na sua alma, que para mim é tão transparente... você acha que ela pode estar falando a verdade?

-- Como? Acha que mamacita é uma traidora? Que aplicou um golpe no meu pai? Não!

-- Minha querida, tudo que sabemos foi o que sua mãe nos contou, não acompanhei essa fase da vida dela, ela apareceu na vila grávida de você, profundamente magoada, humilhada, acredito que a tristeza de sua alma a fez adoecer e a levou tão cedo de nós. Mas sempre existem dois lados numa história. Nunca incentivei para você continuar nesse plano de vingança porque sei o quanto isso envenenou seu coração, mas minha esperança era que nessa busca você encontrasse a verdade do seu passado e enfim se libertasse... por isso nunca a impedi de nada, a vida está te dando essa oportunidade.

Esther tomou o chá preparado, ficou pensativa, e lembrou-se de perguntar ao avô:

-- Abuelo, como era mesmo o nome da amiga de Sandra que mamacita a ouviu no banheiro falando aqueles absurdos?

-- Não tenho certeza, mas tenho algo que pode lhe ajudar.

O Sr. Antonio voltou de seu quarto com um caderno de folhas amareladas, envolto numa fita azul de cetim, e entregou a Esther.

-- O que é isso, abuelo?

-- O diário de su madre...

-- Ahm? Ela tinha um diário? Por que o senhor nunca me disse isso? O senhor o leu? -- Esther retrucou irritada.

-- Por que não era o momento certo. E não, não o li. Os mortos sabem enviar sinais acerca de sua vontade, sei que a vontade de Carmencita era que seus segredos e pensamentos fossem revelados a você no momento certo...

Mistério parecia um traço genético para os Gonzalez. Sr. Antonio demonstrava uma sabedoria peculiar, por isso Esther respeitava tanto seu avô. A morena segurou aquele caderno velho como se fosse um grande tesouro, acomodou-o dentro de sua jaqueta, abraçou o avô e voltou para a mansão gama-tau, ansiosa para ler o conteúdo do diário de sua mãe.

Na mansão, colocou o diário sobre a cama experimentando o temor em abri-lo misturado à curiosidade em conhecer um pouco mais sobre sua mãe. No fundo, sua apreensão se devia ao fato de saber muito pouco sobre a própria mãe, e talvez Sandra Anderson tivesse alguma razão sobre o que lhe revelara. No meio desse dilema, Amy entrou no quarto, envolvendo sua cintura por trás acintosamente:

-- Morrendo de saudades de você meu amor... onde vamos jantar?

-- Que susto Amy!

-- Nossa... eu bati antes de entrar, Esther! Porque você está assim tão tensa?

-- Desculpa, nada demais... vamos então,estrear seu carro novo?

- Vamos!
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Re: Capítulo 37 [+18]

Mensagem por tortadeuva em Sab Abr 07, 2012 5:21 pm

Começei quinta, e já estou aqui... ansiosíssima!!1!
Ahh! Não quero nem ver a hora quando Amy descobri que Esther fez isso para seu plano vingativo.
Só não se separem, pelamordeDeus! :trav:
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