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Capítulo 47 [+18]

Mensagem por Tatsuya em Seg Abr 30, 2012 7:03 am

No barco Ñina, Sandra chegava pontualmente para encontrar Esther, que já a aguardava no deck. Pediu que a Sra. Anderson descesse à cabine, e num clima tenso, iniciou a conversa.

-- Não mudei minha opinião sobre a senhora, mas desde nosso último encontro, descobri algumas coisas que me deixaram bastante intrigada. Preciso que a senhora me esclareça algumas coisas, por favor, não que eu vá acreditar na sua palavra, mas me ajudará a entender alguns fatos.

-- Se você não vai acreditar na minha palavra, como posso ajudar? Por que deveria lhe dizer algo?

-- Pensei que a senhora queria saber a verdade sobre o que houve...

-- Então você está assumindo que há outra versão dos fatos que não foi a que sua mãe contou?

-- É... -- confirmou Esther sem graça.

-- Então me fale o que te intrigou.

-- Por que você marcou a data de casamento com meu pai quando supostamente foi à Nova Iorque pegar a herança de seu avô para alugar apartamento?

-- Não marquei data de casamento com Wiliam, sequer o vi em Nova Iorque nessa época. Terminei tudo com Wiliam semanas antes de decidir morar com Carmem.

-- Mas e as fotos no jornal?

-- Eram fotos antigas, do jantar de noivado, quando vi o jornal circulando no campus, liguei para a redação do jornal, me informaram que as fotos foram enviadas pelo próprio Wiliam.

-- Mas por que ele faria isso?

-- Queria me separar de sua mãe, e conseguiu afinal.

-- Por que você não disse isso a minha mãe?

-- E você acha mesmo que não tentei? Mesmo com minha alma sangrando depois de vê-la na cama com Wiliam, a procurei para conversarmos, mas ela não me recebeu. Depois disso, viajei, voltei à Nova Iorque e fui para casa de meus pais no campo. Fiquei dois meses lá, quando voltei disposta a esclarecer a história, sua mãe já tinha deixado Prescott, uma amiga dela me disse que ela não revelou aonde iria, mas me falou da gravidez.

-- Você a amava tanto e simplesmente não a procurou?

-- O que você faria no meu lugar? Carmem me disse na frente de todos que transou com Wiliam só para me atingir, me fez ofensas terríveis na frente de todos. Me senti humilhada, pisada, ferida mortalmente pela mulher que eu amava. Tinha acabado de romper com minha família para assumirmos nossa relação, ela sequer me escutou, e logo armou um plano para me ferir...

-- Mas como sua amiga sabia de coisas íntimas de vocês e falou tudo aquilo?

-- Carol, por muitas vezes por saber onde nos encontrávamos, nos espionava. E como odiava as Gama-Tau, sentia inveja porque todos os meninos do campus desejavam as meninas gama, além de populares com alunos, eram também populares com reitores e professores. Quis expor a Gama-Tau, e para isso usou Carmem. Só algum tempo depois descobri que ela não era confiável, me expôs várias vezes ao ridículo diante da fraternidade falando de minha relação com Carmem, a tal ponto que me obrigou a sair da Beta-Lo no último ano de faculdade, quando eu já estava namorando Peter.

-- Mas como minha mãe não desconfiou de tanta gente que queria vocês separadas?

-- Depois do escândalo que foi nosso rompimento, não falei mais com Carmem, o pouco que eu sabia dela era pelos outros. Na maioria, fofocas sobre o seu comportamento, a única fonte confiável era Rebeca, que se mostrava bastante preocupada com ela.

Esther estava convencida de que Sandra teve a mesma culpa pelo sofrimento de sua mãe do que ela mesma e sentiu uma tristeza imensa ao saber que seu próprio pai foi responsável pelo sofrimento da mãe. Ainda tinha dúvidas sobre a reação dos Anderson diante da existência dela, mas isso era outro ponto que Sandra poderia ajudá-la a desvendar.

Sandra, por outro lado, experimentava mais uma vez a dor de perder seu amor, o que sempre desconfiou: foi vítima de uma armação. O que Esther lhe revelou confirmou o que ela suspeitava, sentiu-se uma covarde por não ter buscado a verdade naquele tempo, deixando assim a mulher que amava sofrer a amargura da decepção, da traição e ela sentindo o mesmo.

Durante alguns minutos, ficaram caladas na cabine do barco. No seu coração, Esther chegou a sentir um profundo alívio por não se ver mais obrigada a magoar seu amor para ferir Sandra, um peso era descarregado de sua alma. Se existiam culpados eram Michelle, a tal Carol, e seu pai. Em meio às suas reflexões, Esther percebeu Sandra enxugar as lágrimas, gentilmente ofereceu-lhe um lenço de papel, e retomou a conversa.

-- A senhora se incomoda se eu fizer mais uma pergunta?

-- Claro que não, pode fazer, Esther.

-- Meu pai... Por que ele me procurou? Se ele era tão mau caráter assim, como teve coragem de enfrentar a família para me procurar, me assumir?

-- Seu pai se arrependeu, Esther. Wiliam não era um mau caráter, era muito apaixonado por mim. Ficou revoltado, transtornado por saber que Carmem e eu estávamos juntas, sentiu-se diminuído, humilhado. Transferiu seu curso para Harvard, anos depois quando descobriu que sua mãe estava grávida de um filho dele quando deixou Prescott, fez de tudo para encontrar vocês. E só conseguiu achá-las graças a Michelle.

-- Michelle?

-- Sim... Não me pergunte como, mas ela que localizou Carme. Infelizmente, quando Wiliam encontrou vocês, sua mãe já estava doente, e os pais dele não permitiram que ele usasse o dinheiro dele para trazer sua mãe e tratá-la aqui... Quando ele conseguiu o dinheiro com o tio Joseph, foi tarde demais... Então ele trouxe você para cá.

Esther levantou-se abruptamente, andou de um lado para o outro demonstrando tensão diante daquelas informações, despertando a curiosidade de Sandra que indagou:

-- O que foi, Esther?

-- Está claro que Michelle estava por trás de tudo isso. Deve ter tido a ajuda dessa Carol, o que me intriga são essas atitudes mesquinhas que meu pai teve... Esse vínculo dele com Michelle, a ponto dela encontrar minha mãe para ele... Isso não está fazendo sentido.

-- É, tem algo muito estranho nisso mesmo. Mas, você sabe tantos detalhes assim da vida de Carmem... Ela te contou tudo isso?

-- De certa forma sim...

Esther caminhou até sua mochila e tirou de dentro ela o diário de sua mãe. Ao vâ-lo, Sandra se emocionou imediatamente.

-- O diário de Carmem!

-- Você o conhece?

-- Sim, claro! Muitas vezes ela o levava para nossa cabana... Posso vê-lo?

Esther entregou-o nas mãos de Sandra, que o acariciou qual objeto sagrado... As lágrimas vertiam rapidamente, sentou-se e delicadamente folheou aquele velho caderno com a saudade estampada nos olhos ao contemplar a grafia de Carmem. A reação de Sandra diante do diário de Carmem comoveu Esther de tal maneira, que a morena foi tomada de um carinho indescritível pela “loirinha” de sua mãe. Num impulso e num gesto incomum partido dela, sentou-se ao lado de Sandra com um olhar de afeto, olharam-se por segundos, emocionadas. Para Sandra, aquele momento foi marcante. As memórias de Carmem em suas mãos, e ao seu lado, os traços idênticos de sua filha. Não resistiu e a abraçou. Esther retribuiu o abraço comovida, selando o perdão e o fim de sua vingança contra Sandra Anderson.
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